Quando brincar vira investimento: o boom dos colecionáveis adultos
Por Brinquedo Livre | Atualizado em novembro de 2025
Adultos que colecionam brinquedos, cards e figuras raras impulsionam o mercado de colecionáveis em 2025 — entenda esse fenômeno, os riscos e como participar com segurança.
O fenômeno do colecionismo adulto
Nos últimos anos, o mercado de colecionáveis — brinquedos, action figures, cards de troca, edições limitadas e miniaturas — deixou de ser um hobby restrito à infância e se tornou uma força econômica e cultural.
Segundo relatório global da Market Growth Reports, o segmento de brinquedos colecionáveis cresce com destaque entre adultos e adolescentes.
Esse movimento, conhecido como “Kidult Culture”, tem impulsionado as vendas de produtos que unem nostalgia, arte e investimento — de personagens clássicos como Star Wars, Marvel e Dragon Ball até miniaturas de carros e figuras inspiradas em games e animes.
O mercado em números
No Brasil, estima-se que o mercado de “collectibles” movimente bilhões de reais todos os anos, com uma taxa de crescimento anual (CAGR) prevista de 6,2% entre 2025 e 2030, segundo dados da Grand View Research.
As marcas perceberam o potencial e começaram a lançar produtos voltados a esse público: versões premium, coleções limitadas e até itens numerados que ganham valor de revenda com o tempo. Plataformas de venda online também ajudaram a democratizar o acesso a itens que antes eram exclusivos de feiras e convenções.
Por que isso importa para você
- Para quem está curioso: É interessante observar como o valor emocional se converteu em valor econômico. Peças antes vistas como simples brinquedos agora têm alta liquidez no mercado de colecionadores — algumas chegam a ser revendidas por valores dezenas de vezes maiores que o original.
- Para pais e famílias: Muitos pais estão redescobrindo brinquedos de sua infância e compartilhando o hobby com os filhos. Isso reforça o laço entre gerações e mostra que o brincar não tem idade. Além disso, o colecionismo pode ensinar organização, paciência e valorização da história dos objetos.
- Para quem coleciona ou quer começar: Segundo a Global Growth Insights, é importante se atentar à autenticidade e ao estado de conservação das peças. A falsificação e a contrafação são desafios crescentes.
Sempre busque vendedores confiáveis, evite abrir embalagens de edições limitadas e registre a compra para futura valorização ou revenda.
Dicas para novos colecionadores
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Comece pequeno: escolha uma linha ou personagem que tenha significado pessoal.
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Pesquise antes de comprar: verifique a procedência e compare valores de mercado.
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Cuide da conservação: mantenha as peças limpas, longe de umidade e luz direta.
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Participe de comunidades: grupos online e feiras de colecionadores ajudam a trocar experiências e evitar golpes.
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Aprecie o processo: colecionar é mais do que acumular — é reviver histórias e conectar gerações.
Conclusão
O boom dos colecionáveis adultos mostra que brincar não tem prazo de validade.
O brinquedo que antes era símbolo da infância agora é também objeto de arte, memória e investimento.
E, para muitos, colecionar é apenas uma forma de continuar brincando — só que com um olhar mais apurado e apaixonado.
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